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Tempo

 



         Quando isolada, a palavra tempo refere-se às condições climáticas de um dia, semana ou mês de determinado local, cidade, estado ou país. Essas condições envolvem a temperatura ambiente, sol, chuva, períodos nublados e umidade do ar, entre outras. A tecnologia atual também permite prever, através de mapas e com quase 100% de exatidão e intensidade, possíveis fenômenos da natureza como tsunamis, terremotos e furacões.

         Quando anexada a outras palavras em frases curtas, a palavra tempo tem diversos conceitos e na maioria das vezes ligada a um verbo. São exemplos: tempo de plantar, tempo de colher, tempo de podar, tempo de estudar, tempo de amar. Em frases longas, a palavra tempo aflora sentimentos ou preocupações: “A saudade é o que faz as coisas pararem no tempo”. “Não tenhamos pressa mas não percamos tempo”. “O tempo perdido nunca será encontrado novamente”. “O problema é que você acha que tem tempo. “Vai com calma tempo“. O tempo verbal indica o momento de ação do verbo em relação ao momento em que se enuncia essa ação: o presente (durante o ato da fala), o pretérito passado (antes do ato da fala) e o futuro (após o ato da fala). A palavra tempo também aparece em frases filosóficas. Cito três: “Pode passar o tempo que for, mãe sempre terá razão”;  “O tempo é teu capital, tens de o saber utilizar”; “Perder tempo é estragar a vida”.

         Em alguma das cartas do meu primeiro livro Coisas da Vida, afirmei que não vi o tempo passar.  Embora a mente pense o contrário, reafirmo neste conto que ainda não estou vendo o tempo passar. Isso me possibilitou e está possibilitando realizar alguns sonhos. Um deles, ser Professor de Ortodontia, consegui depois de me aposentar no serviço público em 1992. Tinha na época 57 anos, profissional e financeiramente realizado e filhos criados. Por que, naquela altura da vida, não aproveitar mais o tempo para descansar, viajar ou simplesmente, ver o tempo passar? Porque sonhos são para ser concretizados e não importa a idade em que sejam conseguidos. Adaptei o consultório para ministrar semanalmente aulas teóricas, das 19 às 21.30 hs. A parte prática era uma vez por semana em horário integral. Fiz isso 10 anos seguidos. Foram cinco turmas, cada uma com 5 ou 6 alunos. Mesmo sem diplomá-los oficialmente, passei conhecimento e experiência de uma nobre especialidade da Odontologia e disso me vanglorio. Três turmas receberam diplomas simbólicos no salão nobre do CRO-RJ., gentilmente cedido pelo presidente em exercício na época, Dr. Jayme Guitmann.

Em 2002, aos 67 anos, fui convidado por um dos meus professores de Ortodontia,  Aloysio Cariello, para organizarmos o primeiro Curso de Especialização em Ortodontia na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ.) Assim, o meu sonho se completou e lá fiquei até 2016. De 2019 a 2023, ministrei Cursos de Iniciação em Ortodontia na ABO (NI) tendo como coordenador o colega Marcelo Mansur. Atualmente sou professor convidado para palestras ou aulas sobre Ortodontia.

         Termino o conto com a seguinte frase: “Uma vez, o tempo perguntou para o tempo quanto tempo o tempo tinha. O tempo respondeu para o tempo, que o tempo tem o tempo que o tempo tem”.  

E por escrever tanto tempo sobre tempo, não estou com tempo para escrever mais nada...

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Enquanto isso na comunidade seresteira de Conservatória:

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