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No Mundo dos Absurdos

 


         Absurdo seres humanos não cumprimentarem com “Bom dia!”  seus semelhantes, no vai e vem diário por calçadas, se até as formigas o fazem, do seu jeito, quando se encontram.

         Absurdo guerras entre povos, às vezes do mesmo continente, em nosso planeta. Afinal, somos todos irmãos e dependemos economicamente uns dos outros.

         Absurdo um país declarar guerra para dominar um outro vizinho, já independente legalmente. Absurdo maior é o fornecimento, quase sempre, de armas entre os próprios países envolvidas no conflito.

         Absurdo o gasto de tempo de políticos propondo lei para regulamentar o uso de celulares nas escolas. Esta questão caberia aos professores que, em uma sala de aula, tem autoridade e autonomia para a proibição, não somente de celulares, mas também, de quaisquer outras coisas que possam desviar a atenção dos alunos durante as aulas.

         Absurdo a mídia exibir novelas com cenas impróprias a menores de 18 anos em horários não condizentes. No mundo atual, crianças e adolescentes dormem após às 22 horas. Embora com a indicação de que o conteúdo é impróprio para determinadas idades, nem sempre quem assiste ou, seus responsáveis, estão atentos a esse detalhe.

         Absurdo as filas, principalmente de idosos, que se formam nas calçadas esperando a abertura dos principais bancos do país. Geralmente este fato é mais acentuado nos primeiros dias do mês, ou seja, pagamento de contas, recebimento de salários ou as duas coisas. Absurdo maior é o tumulto rotineiro quando os bancos abrem. A passagem pelas catracas é individual, demorado e vexatório para todas as idades com o protocolo seguido pelos seguranças: o de cada cliente mostrar o conteúdo em bolsas ou ter de colocar celulares e chaves em um mínimo compartimento, entrar e depois recolher seus pertences. Muito complicado para idosos que ainda correm o risco de serem assaltados ao saírem dos bancos. Não sou contra normas de segurança, mas, com a tecnologia atual, o Banco Central poderia legislar algo que resolvesse, não somente a presença obrigatória de idosos para receber seus direitos, mas também liberar rápido a entrada nos bancos com o uso de detectores do tipo utilizado em aeroportos no ato do embarque.

         Absurdo as mudanças que estão ocorrendo durante o ano letivo em algumas escolas particulares. No sistema antigo, os testes eram feitos mensalmente e as provas, ditas parciais, apenas duas anuais, em junho e novembro, ambas antes das férias. No calendário escolar atual, a prova de junho é feita no início de agosto o que não acho didático. Férias são para os alunos curtirem e não para estudarem.

Peço desculpas se desconheço que, cada escola tenha livre arbítrio para adaptar ao seu sistema de ensino, normas e grades escolares estabelecidas pelo Ministério da Educação, mas, como professor, não endosso tais mudanças.

         Absurdo no mundo atual os preconceitos raciais de qualquer natureza e cada vez mais frequentes, os feminicídios, que tiveram um aumento impressionante estatístico na última década, o aumento da criminalidade e do governo paralelo imposto por traficantes e milicianos nas comunidades, tudo isso prejudicando os direitos constitucionais dos cidadãos: o de “ir e vir”, o de estudar, trabalhar, produzir e  se divertir.

         Acaba aqui o espaço. Poderia citar muitos outros absurdos. Porém, deixo isso para reflexão de legisladores e autoridades de cada setor da sociedade. Juntos, buscarem soluções.

        

         

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Enquanto isso na comunidade seresteira de Conservatória:

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