Para muitas pessoas, o saber não tem
limites. Podem conseguir tudo na vida porque alguns fatores assim contribuem. Nascem
em berço rico ou remediado, saúde excelente, podem estudar em escolas
consideradas de elite, são inteligentes, tem amigos sinceros e uma família bem
estruturada. Porém, acima de tudo saber o que realmente desejam na área
profissional e, se o mercado não tiver espaço para suas ambições, ser
perseverante para conseguir concretizar seus sonhos. Às vezes, será necessário
sair do estado onde nasceu ou deixar seu país em busca da realização, satisfazer
seu “ego”, ser feliz com o que quer fazer profissionalmente.
Foi assim com um dos meus filhos, o Nilton.
Formou-se em jornalismo e, após trabalhar como repórter em dois jornais populares
da época, “O Dia" e “Extra”, conseguiu finalmente ingressar na empresa “O
Globo”, atualmente ainda referência no campo informativo escrito do Brasil. Na
época, iniciante na profissão, viu o seu sonho acontecer, aliás o sonho
pretendido pela maioria dos formandos na esfera do jornalismo
da época, ter um espaço diário ou semanal em um grande jornal. Mas isso não foi
o suficiente para ele. Depois de alguns
anos de trabalho, se adaptar às normas da empresa vivendo o cotidiano maçante,
logo percebeu que não era bem isso o que realmente queria profissionalmente.
Desejava voar mais alto, principalmente receber um salário mais compensador. A faixa
salarial do jornal, mesmo que atingisse o ápice, não o satisfaria. Queria ser
mais valorizado.
Não pensou duas vezes. Ele sabia que a
primeira coisa a fazer seria aperfeiçoar seu inglês. Após corajoso pedido de
demissão do jornal, fazer contatos com amigos experientes que na época estavam
tendo sucesso na Terra do Tio San e, principalmente, ter apoio financeiro de um
dos tios paternos e o aval de seus pais, embarcou para Nova York. Na época, ainda
não tinha 25 anos. Isso não deixava de ser uma aventura porque era filho único
e partir, consciente das dificuldades que enfrentaria, não o intimidava. Um
primeiro emprego em um restaurante o ajudou no aprimoramento da língua inglesa,
escrita e falada, bem como morar compartilhado
com americanos em um apartamento, uma espécie de república, similar à de
alguns países, inclusive no Brasil.
Um ano após sua ida, decidiu dar tempo
e fôlego nos seus projetos. Retornou ao Brasil para rever a família e amigos dos
jornais onde trabalhou. Na bagagem, trouxe um inglês mais fluente e consciente
de ter semeado, em um país onde o saber é valorizado, o que realmente desejava.
Após alguns contatos, a empresa “O Globo” o aceitou de volta. O leque do
jornalismo é vasto e a escolha de um deles para especialização ou mestrado é
complicado principalmente se a intenção é diplomar-se nos EE.UU. Assim, voltou
a rotina de repórter, para ele enfadonha, mas sempre com pensativo positivo de
que iria realizar o seu sonho.
E realizou. Um ano se passou. Mais
maduro e absolutamente convicto do almejado, embarcou novamente para os EE.UU. Após
trabalhar como Vauit Technician na empresa Cinespace Chicago Film
Studios, estudou Master of Science Film and Television na instituição
de ensino DePaul University, atingindo, assim, a meta almejada aos 40
anos de idade. Atualmente mora em Richmond (Califórnia) e tem dois empregos: como
assistente de produção na empresa CBS News e, com a mesma função, na empresa Al
Media Stategy. O Brasil perdeu um grande jornalista. Portanto,
“JAMAIS
DESISTA DO SEU SONHO”
“SEJA
SEMPRE OTIMISTA PARA REALIZÁ-LO”

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