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Natureza

 



         Natureza é o conjunto de elementos do mundo natural (mares, montanhas, árvores, animais, etc). Expressa também o mundo material, especialmente aquele em que vive o ser humano, independentemente de suas atividades. Segundo a lei de Lavoisier, postulada em 1785, “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, aplicada fundamentalmente na ciência química. A palavra natureza, tem amplos significados e nesta crônica vou explorar esta lei para exemplificar o que acontece com estas transformações e seus efeitos no meio ambiente e no clima global. As árvores e o petróleo são, a meu ver, dois bons exemplos.

         Nesta crônica, escreverei somente sobre a árvore que é o maior símbolo da natureza.  Individualmente, dá sombra. Coletivamente, são biomas muito importantes para o equilíbrio ambiental e global do planeta, sua flora e fauna. No Brasil, os dois principais são a Amazônia e a Mata Atlântica. Embora apelidada de pulmão do mundo, a Amazônia, com 7% da superfície total do planeta, é a responsável somente por 2% do oxigênio que está na atmosfera porque ela também o consome, por meio dos animais. As algas marinhas, estas sim, produzem 54% do oxigênio para o mundo. Produzem mais oxigênio durante a fotossíntese na respiração e assim liberam o excesso no meio ambiente. Derrubar árvores é crime ambiental e seus responsáveis deverão ser punidos na forma da lei. Para cada árvore cortada, o ideal seria plantar, no mínimo, 50 mudas   de acordo com a regra contida no Código Florestal (Lei 4.771/65). Ainda, de preferência, o plantio seria em área de preservação permanente e perto do local do corte.

         Quando uma árvore, de que tipo for é cortada, os seus troncos, dependendo do seu tamanho, forma, textura, cor e dureza, se transformarão com o auxílio do homem em casas, móveis, ferramentas, pisos e até mesmo em lápis. Ainda, dos troncos de algumas árvores, sai a celulose, matéria prima para o fabrico do papel.  Mogno e Jacarandá são as escolhidas para fabricar violões. Troncos menores são usados nas festas juninas em fogueiras, principalmente em cidades do interior.

         Tudo de uma árvore cortada é reaproveitado seguindo o postulado de Lavoisier. As folhas, depois de secas e trituradas viram adubo para plantas pois são ricas em carbono e nutrientes além de manter a umidade do solo. Seus galhos menores são ótimos combustíveis para fogões a lenha, ainda utilizados na culinária mineira e foi amplamente usada nos fornos antigos de padarias. Cerca de 90% do carvão vegetal é obtido a partir da queima de madeira e esse combustível é bastante utilizado no setor industrial, especialmente no setor de metalurgia. Seus frutos, quando comestíveis são ricos em vitaminas diversas.

         Encerro a crônica com a seguinte pergunta: Sendo tão úteis após seu corte, por que levar tanto a sério o desmatamento? Deixo a resposta para o leitor mas, certamente, a encontrará lendo o texto. Eu precisaria de muito mais espaço...




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Enquanto isso na comunidade seresteira de Conservatória:

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