Histórias da
Carochinha,
as primeiras da literatura infantil, foram escritas por Figueiredo Pimentel.
São consideradas fábulas. Até hoje são revividas em livros de diversos
escritores e vistos em seriados na TV. As
histórias desta série, embora baseadas neste tipo de literatura, são
diferentes. Seus personagens são inanimados. Objetos que, no imaginário,
poderiam pensar ou falar, se tivessem vida. Autênticos apólogos, com lições
morais embutidas em seus textos.
Amigos
inseparáveis, cada um com suas alegrias e tristezas. O lápis, já cotoco,
comenta que é feliz por ajudar muita
gente escrever as primeiras letras, números, além dos primeiros desenhos. Mas se
queixa de ter sido muitas vezes mal usado, ter sua cabeça mordida frequentemente
e, por uso indevido, quebrado toda hora sua perna. A borracha, bem mais nova, retruca e diz: ora
amigo, isso não são coisas para lamentações. Tenho motivos de sobra para ficar mais
aborrecida que você. Mesmo não sendo gostosa, sou mordida e esfregada centenas
de vezes e não posso me defender. Entretanto, também sou feliz por apagar coisas erradas ou que não necessitam mais serem
vistas.
Duas
guimbas, uma de cigarro e
outra de charuto, se
encontram e uma delas, muito aborrecida comenta: infelizmente, é terrível saber
que podemos causar incêndios, devastar florestas, poluir e contaminar o solo e
a água além de colocar em risco a vida dos animais. A outra guimba, mais
injuriada ainda, responde: não sei o que é pior, o que estamos fazendo agora ou
o que já fizemos.
Condenamos
a morte milhões de pessoas com câncer deixando famílias desamparadas e fizemos
o governo comprometer seu orçamento construindo hospitais especializados para
tratar viciados. As
duas se abraçam, choram e, ao mesmo tempo, falam: seria melhor ninguém nos consumir ou melhor nem sequer existirmos.
Uma Vassoura, bem velhinha, de piaçaba, sem
companhia, desempregada, e ainda sem tempo para pedir aposentadoria, “fala com
seus botões”: por que não arranjo emprego? será porque não estou fazendo direito
meu serviço? Puxa! Não posso durar a vida toda, não posso ser a
mesma de tempos atrás, mas ainda posso varrer algumas coisas menos sujas.
Lembro-me que na mocidade, enfrentei montes de folhas ou de lixo, esfreguei
vários tipos de piso e matei muitas baratas para pessoas medrosas. Ficava muito
suja e fedorenta com este trabalho e precisava diariamente de um bom banho para
ficar limpa e repor energias. Diz o ditado: casa de ferreiro, espeto de pau.
Amigos
inseparáveis, cada um com suas alegrias e tristezas. O lápis, já cotoco,
comenta que é feliz por ajudar muita
gente escrever as primeiras letras, números, além dos primeiros desenhos. Mas se
queixa de ter sido muitas vezes mal usado, ter sua cabeça mordida frequentemente
e, por uso indevido, quebrado toda hora sua perna. A borracha, bem mais nova, retruca e diz: ora
amigo, isso não são coisas para lamentações. Tenho motivos de sobra para ficar mais
aborrecida que você. Mesmo não sendo gostosa, sou mordida e esfregada centenas
de vezes e não posso me defender. Entretanto, também sou feliz por apagar coisas erradas ou que não necessitam mais serem
vistas.
Duas
guimbas, uma de cigarro e
outra de charuto, se
encontram e uma delas, muito aborrecida comenta: infelizmente, é terrível saber
que podemos causar incêndios, devastar florestas, poluir e contaminar o solo e
a água além de colocar em risco a vida dos animais. A outra guimba, mais
injuriada ainda, responde: não sei o que é pior, o que estamos fazendo agora ou
o que já fizemos.
Condenamos
a morte milhões de pessoas com câncer deixando famílias desamparadas e fizemos
o governo comprometer seu orçamento construindo hospitais especializados para
tratar viciados. As
duas se abraçam, choram e, ao mesmo tempo, falam: seria melhor ninguém nos consumir ou melhor nem sequer existirmos.
Uma Vassoura, bem velhinha, de piaçaba, sem
companhia, desempregada, e ainda sem tempo para pedir aposentadoria, “fala com
seus botões”: por que não arranjo emprego? será porque não estou fazendo direito
meu serviço? Puxa! Não posso durar a vida toda, não posso ser a
mesma de tempos atrás, mas ainda posso varrer algumas coisas menos sujas.
Lembro-me que na mocidade, enfrentei montes de folhas ou de lixo, esfreguei
vários tipos de piso e matei muitas baratas para pessoas medrosas. Ficava muito
suja e fedorenta com este trabalho e precisava diariamente de um bom banho para
ficar limpa e repor energias. Diz o ditado: casa de ferreiro, espeto de pau.



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