Nesta crônica
escreverei sobre o petróleo que, a meu ver, é a mola propulsora do mundo. Altamente
poluente, é a principal fonte de energia da atualidade e daí sua enorme
importância. Sua cor varia do incolor ao marrom ou preto, passando pelo verde e
marrom-claro. Entre os países mais produtores de petróleo do mundo estão os
EE.UU., a Arábia Saudita e a Rússia. A Arábia Saudita, principal exportadora em
2022, caiu para a segunda colocação. O Brasil elevou o volume exportado em
relação ao ano anterior, exportando, respectivamente, 1.6 e 0.3 bilhão de
barris por dia de petróleo e derivados. Se falarmos em reserva de petróleo, a Venezuela é o pais com mais reserva de
petróleo do planeta. Os Estados Unidos é o país que mais consome petróleo
no mundo e o Oriente Médio concentra a maior parte das reservas de petróleo do
mundo.
A pesquisa e extração bruta do petróleo requer altos
investimentos para a construção de plataformas além de mão de obra qualificada.
O seu refinamento também necessita de alta tecnologia. É um processo que separa
os componentes do petróleo bruto e remove impurezas, produzindo derivados como
gasolina, diesel, asfalto, gás de cozinha e lubrificantes. É realizado em etapas: destilação,
craqueamento, reforma catalítica e purificação. Sub- produtos do petróleo
também são utilizados como matéria prima, segundo a DNPM, para a fabricação de
plásticos, borrachas sintéticas, tintas, solventes e produtos cosméticos, entre
outros. A Refinaria Planalto de Paulínia (REPLAN), situada no interior paulista
é a maior em capacidade de processamento. Sua produção corresponde a 20% do
todo o refino de petróleo no Brasil. No Estado do Rio de Janeiro, a Refinaria
Duque de Caxias (REDUC), responsável por 80% da produção de lubrificantes e
pelo maior processamento de gás natural do Brasil e a Refinaria de Manguinhos (REFIT),
produzindo gasolina, óleo diesel, gás liquefeito, petróleo e óleos combustíveis
além de sua comercialização e distribuição, são as nossas principais indústrias
relacionadas a petróleo.
E qual é o impacto do consumo do petróleo e seus derivados na natureza? Não podemos ficar sem o seu consumo, mas estamos pagando um alto preço, não somente para comprá-los, mas principalmente, por seus efeitos na atmosfera terrestre e no meio ambiente. A fumaça e outros gases que saem das chaminés das diversas refinarias, fábricas, indústrias e dos canos de descarga dos diversos tipos de automóveis, caminhões e outras maquinárias, além de poluir a atmosfera, estão elevando gradualmente a temperatura no planeta a cada ano. Com isso, grandes blocos de geleiras, principalmente a da Antártica, a maior do planeta ocupando 14 milhões de quilômetros quadrados, estão derretendo e consequentemente elevando o nível dos oceanos e o risco potencial de inundações principalmente em cidades litorâneas.
Acho que a poluição da atmosfera e a elevação da temperatura no planeta serão sempre desafios para os governantes de todos os países do mundo. Claro que as queimadas, criminosas ou não e o desmatamento ilegal também podem ser incluídos no contexto. Encontrar soluções que possam, no mínimo amenizar o chamado “efeito estufa”, serem aceitas por todos os governantes, incluídas em seus orçamentos anuais e sempre atualizadas, será a solução ideal. O problema é mundial e não será resolvido com somente alguns encontros ou reuniões entre os presidentes dos chamados países mais desenvolvidos. Metas até são estabelecidas, mas acho muito longo o tempo acordado para solucionar problemas tão cruciais para a sobrevivência do planeta.
A mortalidade por
doenças das vias aéreas está aumentando a cada ano e outras poderão surgir em consequência.
Terminando, gostaria que o planeta não tivesse sido dividido
em países. Fosse um bloco só como foi a milênios. Isso evitaria guerras para
disputa de terras e maior facilidade para resolver problemas porque “o problema de um seria o problema de todos”.
(Foto de Arvind Vallabh na Unsplash)

Comentários
Postar um comentário