Neste planeta, a vida
sem problemas não existe. E essa verdade não é somente para os seres
humanos. Animais de todas as espécies, aves, plantas, enfim toda a natureza
sofre, diariamente ou em certos períodos, com problemas os mais variados, uns
simples e outros mais complexos, esses últimos podendo acarretar até sua
extinção. Nesta crônica, navegarei e darei exemplos dos principais problemas
que atualmente afligem o ser humano. Os problemas que envolvem a natureza em
todo o seu contexto ficarão para outra crônica, a de número II com o mesmo
título.
Não citarei o problema
dos sem teto, dos que vivem na rua, mendigos e expostos à droga porque isso
aumentaria em muito esse texto. A questão econômica parece ser o principal
problema, principalmente para os que estão abaixo da considerada população pobre. Casais que moram em
casas ou barracos construídos em barrancos sem o mínimo de segurança, com
muitos filhos, sem saneamento básico, sitiadas por traficantes e milicianos,
desempregados e/ou apenas com trabalhos informais, são alguns exemplos e um
desafio constante para esta camada da população. Acordam, se é que dormiram e, sem
nada no estômago, vão atrás de algum trabalho que garanta o seu alimento e o da
família para aquele dia. Fora isso, convivem com tiroteios, o medo de perderem
o barraco caso chova e, o pior de tudo, sem saber como será o amanhã...
Os problemas da população pobre são semelhantes aos que
citei no parágrafo anterior, mas diferem um pouco. Nas comunidades onde vivem,
as condições de moradia são um pouco melhores, com empregos formais e informais,
possibilidades de abrir algum comércio, melhorar seus estudos e sua cultura
porque existem centros culturais e ONGS. Mas, o domínio do tráfico e da
milícia, o risco de guerras entre eles e de moradores serem atingidos por balas
perdidas é bem maior. Com isso, o comércio é prejudicado e as escolas não
conseguem cumprir o seu calendário. Segundo o último censo, a comunidade da
Rocinha, situada no Rio de Janeiro, tem 72.000 habitantes. Isso favorece a
proliferação de criminosos e o tráfico e venda de drogas. Os moradores são obrigados
a obedecer às regras impostas por marginais, um governo paralelo...
Os problemas das classes média e média alta,
diferem muito mais dos das classes até agora descritos. Moram em casas ou
apartamentos com certo conforto, em estrutura e saneamento. Suas rendas
familiares de, pelo menos quatro salários mínimos, possibilitam uma vida
modesta e até possuírem um automóvel popular.
Se não houver
causas familiares, doenças, desemprego, excesso de gastos caseiros ou uso
demasiado do cartão de crédito, a vida transcorrerá sem grandes atropelos, mas
sempre com limitações. Ou seja, jamais poderão sair do sério a não ser que
“tirem a sorte grande”.
Os problemas dos ricos
existem porque são originados da própria riqueza. Geralmente, estas camadas
da população ocupam um lugar de destaque na sociedade. São fazendeiros,
cantores famosos, donos de grandes empresas ou empresários. Moram em
condomínios de luxo ou casas suntuosas que exigem empregados para manter em
ordem suas moradias e afazeres domésticos tanto interna como externamente.
Trocam de automóvel todo ano, possuem iates ou helicópteros e fazem constantes
viagens e cruzeiros. O não saber gastar ou o gasto em excesso fazem com que o
dinheiro se esvaia porque as dívidas bancárias se acumulam e as contas sempre
são pagas com juros. Se não abrirem os olhos, se optarem por “ir levando”, poderá
levá-los a falência e a perda dos seus bens. Infelizmente, a pobreza baterá em
suas portas e não tenho espaço aqui para relatar quais serão as consequências
disso...
E os milionários e bilionários? Não sei o que escrever sobre eles porque são
tão poucos, principalmente os segundos. Vivem uma “vida cor de rosa”, realizam todos os seus sonhos, não sabem o que vão
fazer hoje e muito menos o que farão amanhã. Se não sofrerem acidentes, doenças
graves ou serem dominados por algum vício, viverão muito. Ao morrerem, enquanto
os familiares choram, eles parecem sorrir por terem “curtido a vida”.

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